O Olho - um jornal patriota e brincalhão


ESPECULAÇÕES/OBSERVAÇÕES

    (de quem não tem o que fazer)

Dor e prazer são gêmeos siameses, originam-se no mesmo ponto, andam sempre juntos, se saímos de um entramos no outro. Sabe-se que o homem é mais sensível à dor que a mulher. Logo, também é mais sensível ao prazer do que a mulher. Percebemos isso na obtenção do orgasmo. O homem consegue mais rápido e a mulher demora mais. Também no sentir a dor o homem sente primeiro, por isso morre antes, a mulher vive mais.

Descobri a pólvora? Não, descobri um jeito de não ficar parado, porque quem para começa a morrer. E eu quero viver ainda senão dois séculos, pelo menos duas décadas, e bem vividas, mesmo alternando dor e prazer. Depois das Olimpíadas, até posso concordar em morrer, não perderei muita coisa se não viver as duas décadas desejadas.

Especulando sobre espaço podemos dizer que os automóveis estão com os dias contados, não haverá lugar pra eles. Só o transporte coletivo terá vez. Os edifícios irão se alargando e subindo cada vez mais até ficarem unidos como se fosse um só. O metrô vai circular pelos trigésimos, sexagésimos, centésimos andares dos prédios. Nessas alturas já se terá inventado um jeito de fabricar água e outros produtos necessários à vida. Como será essa vida? Ainda haverá novelas, escolas de samba? Ou só programas de marcianos, uranianos, jupterianos, e outros “anos” ainda desconhecidos? Há quem diga que os marcianos já estão batendo à nossa porta, só não percebemos porque não temos olhos de ver e ouvidos de ouvir. Se você quiser estar in procure já um curso de marcianês. Como será que as marcianas rebolam?

Acho que são só essas curiosidades que vou deixar de ver se morrer logo depois das Olimpíadas no Brasil.

BRIGA FEIA

(seria uma briga de moleques?)

O fantoche de prefeito do Rio de Janeiro agora tenta, com pedido de desculpas à população, desfazer a imagem de moleque deixada por sua briga com outro frequentador de um restaurante de comida japonesa num bairro nobre desta cidade outrora Maravilhosa.

Será que foi a disputa por um sushi desejado por ambos, cada um alegando que viu primeiro? Sabe-se lá!

Jota Effe Esse.

 

 

            Jota Effe Esse.



Escrito por Jota Effe Esse às 05h12
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ESSA MODA PEGA

Rá, eu sou é top

Eu tô maluco

Eu também, posso arrasar no look

Eu fico nu bem diante do espelho

Depois amarro uma fita no joelho

E tiro fotos pra botar no Facebook

Em vez do funk, eu danço o fuk fuk

Meu pé de mesa arrastando pelo chão

Porque a dança logo me deixa doidão

Rá, eu to maluco

Eu não ando, eu desfilo

Com efeito e com estilo

Rá, eu tô maluco

Meu pé de mesa arrastando pelo chão

Porque a dança logo me deixa doidão

Rá, eu tô maluco

Jota Effe Esse.

 

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 19h13
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DIA DAS MÃES

Hoje, 2º domingo de maio, é Dia das Mães.

Sem nada para lhes oferecer por esse mérito, deixo meu beijo pra todas, mesmo aquelas que mataram seus recém-nascidos.

Se eu fosse juiz não condenaria uma mãe que mata seu filho depois que este acaba de nascer. Sabe-se lá que forças terríveis a levaram a um gesto louco desses? As dores que ela vai remoer por toda a vida já serão uma condenação sem fim. Se “ser mãe é padecer num Paraíso”, como já disse há tempos o poeta Coelho Neto, é fato que até no Paraíso a mãe sofre, imagine no Inferno do mundo cão!  Eu faria como o mestre: “Vai, e não peques mais”.

Diga-se de passagem que eu não pensava assim, mas o mundo cão me fez mudar.

Jota Effe Esse.



Escrito por Jota Effe Esse às 07h10
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Certa vez eu vi um doido numa dança imaginária, e escrevi essa doideira.

Acho que me senti identificado com ele.

DANÇA DOS DOIDOS

A dança dos doidos não é uma dança qualquer

A dança dos doidos é feita pela metade

A metade que dança atiça a que não dança

Aparece uma terceira pra desempatar

Aí ficamos com três metades

Alguém pode ter três metades e não ser doido?

Às vezes eu tenho três metades

Às vezes tenho duas

Às vezes tenho só uma

Às vezes não tenho metade alguma

O eu físico tem duas metades

Mas uma é de Lua!

O eu poeta não sabe quantas metades tem

O eu doido não tem metade nenhuma

Mas dança como ninguém!

Jota Effe Esse.

 

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 04h58
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