TIPOS ESTRANHOS – Dois casos Não há dúvidas, somos tipos bem estranhos. Ao entrar no trem aqui em Oswaldo Cruz, às oito e meia, vi um homem de uns 30 anos procurando sair, com evidente dificuldade de locomoção. Outro de uns 40 anos entrou reclamando, dizendo porra, a gente quer entrar, e um cara, (e fez um gesto parecido com um aleijado andando). Vai pro cacete! Foi o desabafo dele. Para aquele deficiente mental ninguém tem direito de ser deficiente físico. Eita nós! O outro caso era um rapaz de uns 22 anos, viajando em pé e levando em uma das mãos um pacote que suponho ser seu almoço. Minha primeira visão dele foi um bocejo onde abriu uma boca tão grande que quase me engole. Comecei a contar os bocejos e fui até o número 127. Exagero? É possível, porque só comecei mesmo a contar a partir do 118 (número que presumi já ter bocejado, face ao espaço de tempo em que bocejava e o provável lugar onde pegou o trem: Paracambi). Contei mais 9 bocejos e cheguei aos 127, quando desci do trem e ele continuou por mais uma estação - o fim da linha. Por que ele não trouxe a cama pregada às costas? Aí era só fechar os olhos e dormir ali mesmo em pé. Eu já dormi em pé muitas vezes. -0-0- Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra? O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha. -0-0- Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran. -0-0- Frase do ano: “Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver”. Dom Hélder Câmara. -0-0- Beijo pras moças, moçoilas, coroas e balzaquianas; pros demais, aquele abraço (desde que não enrosque); e pra todos, hábraços.
Escrito por Jota Effe Esse às 03h35
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