ASCENÇÃO E QUEDA
DO III MEDO
No princípio eu tinha MEDO DA MORTE. Lembro-me bem do pavor que tinha de morrer e ser enterrado. Como conseguiria respirar debaixo da terra? Não entraria terra nos olhos? Essas perguntas me faziam perder o sono quando criança, aí por volta dos quatro ou cinco anos.
Depois veio o MEDO DE LAGARTA. A menor delas, como aquelas que dão no capim, era capaz de me levar a rasgar a roupa se visse uma andando sobre ela, tamanha era a pressa em me livrar daquele monstro jogando fora a roupa. Se fosse uma das grandes, como a que come folhas de mandioca, ou das cabeludas, como a taturana, então eu ficava louco, subia na mesa, berrava, tocava fogo na casa, dava até tiros no monstro descomunal. Ainda hoje não perdi esse medo.
Ai apareceu o MEDO DE MULHER. Não foi assim de início. Até que comecei bem na chegança ao sexo oposto, por volta dos seis anos. Uma prima de dez me levou ao interesse em suas partes, ao vê-la baixar a calça curta de meu irmão de oito, deitá-lo sobre ela e ficar num mexe-mexe que resultava em nada, e eu também pedi pra fazer comigo. Ela recusou, mas depois cedeu, talvez por eu ter ameaçado contar pra outros que ela fazia com meu irmão. A partir daí o interesse foi crescendo, e quando já adolescente começaram a encher minha cabeça com histórias fantásticas, de que dentro da caixinha de segredo feminina tinha um escorpião pronto pra ferrar o peru que lá entrasse, ou uma lacraia que o cortava bem no tronco. Não sei se foi o medo desses inimigos do prazer ou o de doenças venéreas que me levaram a só ter a primeira relação sexual aos dezoito, com uma piranha do baixo meretrício, já que outras mulheres eram inacessíveis naquela época.
Como nenhum escorpião ou lacraia deram sinal de sua presença eu tomei gosto pela coisa e fiquei freguês. O tempo passa e o fascínio continua. Mas um novo medo começa a brotar: o de que a mulher em sua marcha por mudanças acabe tornando o homem seu escravo, e o obrigue a satisfazê-la sempre que quiser. Terei eu gás pra segurar a barra? Tenho medo! Quem me ajuda a derrubar o III MEDO?
Quero voltar a cantar:
Pisa na fulô, pisa na fulô, pisa na fulô, não maltrate o meu amor...
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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?
O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha.
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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.
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Frase do ano: “O Universo e a estupidez humana são infinitos. Tenho minhas dúvidas quanto ao primeiro”. Albert Einstein
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Frase do mês: “Quando o governo por ordem nas ruas ninguém vai querer gastar dinheiro com segurança particular”. César Maia, mui ilustre (infelizmente) prefeito, da chamada capital cultural do país.
Frase da vez: “O dinheiro não traz felicidade – para quem não sabe o que fazer com ele”. Machado de Assis.
Escrito por Jota Effe Esse às 05h32
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