BLOGAEM COLETIVA
Convidado por Andréa Motta, do blog http://leioomundoassim.blogspot.com para falar das atrações de minha cidade, não vou falar do Rio de Janeiro, onde vivo, e que tem belezas mil, além de uma fauna humana como não há outra no Brasil; não vou falar de João Pessoa, onde vivi mais de um ano e conheci recantos atraentes; os meandros e manguezais do rio Paraíba, que a banha, a Ponta do Seixas, onde o sol nasce primeiro; não vou falar de Araçagi, onde nasci, mesmo porque na época era só uma vila com 6 ruas: rua Grande (que de grande só tinha o nome), rua de Baixo, rua Pernambuquinho, rua Nova (que só tinha o começo), rua da Palha (com casas de barro cobertas com palha de coqueiros), e rua do Arame; sendo a penúltima a de gente mais pobre, e a última, a mais pobre em moral, na visão judaico-cristã, era a rua das putas, feita só de barracos, nas margens do veloz Araçagi; nem da briga deste com seu rival mais volumoso, o Mamanguape, nem de seu viver pacífico ao lado de seu lento auxiliar, o Tananduba com sua mansidão.
Vou falar de uma cidade encantada, onde passei cerca de uma semana em estado de graça, tomando minha canja quentinha todas as noites, na lanchonete em frente à praça, a uma temperatura de 17 graus em pleno final de dezembro de 2005, vendo a linda decoração intitulada Natal de Sonhos, e ouvindo as músicas natalinas, lá no interior de Pernambuco. Vou falar de Garanhuns, com o Castelo de João Capão, o relógio de flores, um belo parque de árvores e flores encantadoras, e uma praça onde se pode ler gravado em baixo-relevo, num mural de concreto o poema:
CANÇÃO PARA GARANHUNS
Resplende na terra, num vale virente,
A clara nascente do Paratagi,
E o grito da seiva que explode na serra,
Atrai o quilombo e o Cariri.
Do audaz Sertanista os passos ressoam
E alcançam o vale dos bravos Unhanhus:
Os sangues se mesclam e os campos povoam –
Então tu nasceste assim, Garanhuns.
Garanhuns,
Canta alegre a canção que tu és;
Que de paz sejas sempre o cenário,
E teus filhos, do amor os lauréis.
Canta forte a canção da nascente,
Que fecunda teus vales, teus montes;
Esta mesma canção que da gente
Jorra como as águas das fontes.
Do herói bandeirante tu foste pousada,
Refúgio dos negros nos teus alcantis.
Dançaste o toré e fizeste toada,
Promessas, Macumbas, Ouricuris.
Ó Bela Simoa, teus filhos conclama
E lembra teus feitos desde o alvorecer
A voz que bem alto teu nome proclama,
Exulta no hino do teu florescer.
Mauro Matos.
P. S. – Uma cidade que além do que foi acima narrado, tem 17 graus de temperatura em meio ao calor cincundante, e ainda tem um poema desse eternizado em praça pública, merece ou não, que pule outras pra falar dela?
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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?
O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha.
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Frase do mês: “O Universo e a estupidez humana são infinitos. Tenho minhas dúvidas quanto ao primeiro”. Albert Einstein.
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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.
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Frase da vez: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Geraldo Vandré.
Escrito por Jota Effe Esse às 05h07
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