QUEM É BOM JÁ NASCE FEITO Ao mínimo ajuste O poema não é mais Decompõe-se Reforma-se Deforma-se E recomeça E se expressa Outra vez Com nova tez Se tiver mestre. Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 09h01
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CORRIDA DE JEGUE (uma ideia de jerico) Estamos em processo de criação de corridas de jegues a serem realizadas em qualquer cidade brasileira com estrutura para a mesma, em datas previamente acordadas. A renda será destinada à construção do estádio polivalente ZEBRÃO, que será erguido numa grande capital a ser escolhida em plebiscito. Cada corrida será de mil metros e somente o vencedor receberá prêmio – um feixe capim. Ao longo do jegódromo serão armadas arquibancadas e camarotes de onde os torcedores assistirão a corrida. Haverá preços de dez a cem reais. É da máxima importância que o ZEBRÃO seja levantado antes da Copa do Mundo em 2014, ou no máximo nas Olimpíadas de 2016. Mesmo depois de construído o ZEBRÃO essas corridas continuarão e então sua renda bem como a do estádio vai para a formação de atletas com necessidades especiais. É desnecessário lembrar que o ZEBRÃO será todo pintado com listras pretas e brancas. Já existe uma fila de jegues prontos para participar, conforme nos informam seus donos. São eles: Sarney, Barrichello, Neymar, Messi, Madame Satã, Bial, Romário, Dercy de Mentira, Leila Diniz de Niterói, entre outros, que segundo seus donos são favoritos. Em um contato que tivemos com os asininos observamos que Madame Satã está caidinha por Bial, e o dono de Barrichello o alimenta todos os dias com um balaio de pão-de-lo, na esperança de ser recompensado com uma vitória. Jota Effe Esse. Esqueci de dizer que todos os corredores levarão no pescoço uma guirlanda de flores. Os jumentos guirlanda azul, as jumentas, rosa, e tanto os jumentos gays como as jumentas lésbicas, guirlanda com as cores do arco-íris.
Escrito por Jota Effe Esse às 16h32
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A BREGUICE ESTÁ NO AR Como não podia deixar de ser, 2012 começa com a promessa de mais um Big Bosta Bordel pra encher nossa paciência. Se é assim, não vou ficar sem colaborar com o povão que gosta de m: Eu só quero é ser feliz Fazer um top set e navegar Com minha bela Na gamela onde eu nasci (bis) Se você não teve berço E por isso é infeliz Entre na minha gamela E vamos erguer o nariz Eu só quero é ser feliz Viajar nessa gamela Na maré onde eu nasci (bis). Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 16h32
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NOITE INFELIZ E o menino pobre amanheceu o dia 25 cantando: Noite infeliz, noite infeliz O senhor, Deus de amor Não passou por aqui Não passou por aqui Foi na casa do ricoooo. Me olhou e se foi Me olhou e se foi Ir na minha não quiiiis Ir pra minha não quis Foi pra casa do rico É só lá que é feliz É só lá que é feliz É só lá que é feliiiiz É só lá que é feliz. Jota Effe Esse. P. S. – Assim é o ser humano, porque o Senhor, Deus de amor, é uma sonho que ainda não realizamos. Enquanto isso, na Coréia do Norte, as carpideiras estão faturando alto. Haja hipocrisia!
Escrito por Jota Effe Esse às 07h25
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BYE BYE Eu não quero mais você Você não gosta de mim Só quer me fazer sofrer Mas agora é o fim Bye bye to you Bye bye to you Bye bye to you Bye bye to you Quando eu quero tu não queres Quando queres eu não quero Não chegamos a um acordo Ficamos no lero lero Bye bye to you Bye bye to you Bye bye to you Bye bye to you Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 14h12
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IDEVOLTA “Pobrema” é um problema de pobre Infelizmente analfabetos O “idevolta” é para economizar espaço Mas em vez disso me causa cansaço Nem terminei o poema E já estou um bagaço. Voltei para terminar Não sei se com o poema Ou comigo Fui! Que perigo! Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 00h57
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SEM TÍTULO “Sem lenço, sem documentos, nada no bolso ou nas mãos...” (Caetano). Sem o menor vislumbre de esperança no horizonte, mas como guerreiro santo, eu quero é mais que o sol desapareça. É para ver se o homem esfria a cabeça. E para de guerrear, como antigamente. (Vide texto bíblico abaixo). Que mania mais besta! Não tem outro divertimento melhor não? Que tal plantar batatas para alimentar a nação? Ou dormir desde o por do sol até seu renascer? Amanhã a gente volta a guerrear. Nossos filhos nos esperam, nossas esposas também. Por que estamos guerreando mesmo? Pela paz! E por que a paz não vem? Naquele tempo os homens só guerreavam durante o dia: vide Josué cap. 10 vers. 12 a 14: “12 – Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor entregou os amorreus na mão dos filhos de Israel; e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua no vale de Aijalom. 13 – E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no livro dos Justos? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a por-se, quase um dia inteiro. 14 – Não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, tendo o Senhor atendido à voz dum homem; porque o Senhor pelejava por Israel”. E viva a paz, com todos os homens em dignidade iguais! Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 18h35
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A TROCA Em sua trincheira capitão Augusto já tinha disparado seu fuzil dezenas de vezes, tentando acertar um inimigo escondido atrás de uma pedra, o qual fazia com sua metralhadora uma varredura na tropa do capitão toda vez que botava a cabeça de fora. Eis que um caboclo de mãos grandes venta chata e beiço grosso falou atrás dele: - O capitão me adescurpe, mas vosmecê é munto rim de tiro; no seu lugar eu mando esse cabra pro céu no primero teco! - Quem é você e de onde veio? – Sou Januaro, de São Pedo de Belizaro, tenho oio vivo e fino faro... Cansado daquela guerra sem fim, capitão Augusto se esticou pra trás, Januário tomou seu lugar, e, na primeira vez que o inimigo botou a cabeça de fora para mais uma rajada, não teve tempo, sua cabeça tombou com a força da bala de um fuzil. Capitão Augusto trocou seu posto com Januário e a guerra acabou. Até começar a próxima. Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 17h33
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MILAGRE Eu acredito em milagres. Eu não sou um milagre? Quando nasci não havia teste do pezinho, nem do olhinho, nem médicos, nem enfermeiras, nem remédios de laboratórios; o que havia era uma fileira de doenças infantis, cheias de disposição, cada uma delas querendo me levar pro buraco. Havia parteiras, benzedeiras, rezadeiras, curandeiras, fazendo o milagre de manter vivos muitos dos bebês que vinham ao mundo. E depois que eles começavam a andar, tinham que buscar por seus próprios meios um jeito de sobreviver, sabe Deus como. Agora, transcorridos 80 anos, estou eu aqui enfiando a linha pelo fundo da agulha, para pregar um botão na camisa. É verdade que estou na fila para cirurgia de catarata, mas, pra quem ultrapassou tantas barreiras, eu me considero um milagre. E há vários milagres mais expressivos que eu, atestando a veracidade desse fenômeno. Portanto, não há por que duvidar de sua existência. Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 07h13
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CRER OU NÃO CRER Eis a questão Eu sou um crente descrente. Daqueles que gritam por Deus na hora do perigo. Mas que riem dos crentes na hora da bonança. Quando tudo vai bem, que Deus, que nada! Se eu não correr, fico na estrada! Mas quando a coisa fica feia, o bicho pega na veia, valha-me Deus! Quem disse que não sou crente? Garanto que mente! Quem não crê não pode vê Não pode ser nem ter Nem saber o que é ser. E para que não fique a menor dúvida de que sou um crente fervoroso, digo e repito: Eu creio em Deus todo poderoso! Eu creio em Deus todo poderoso!! Eu creio em Deus todo poderroso!!! Amém! Amém!! Amém!!! Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 12h19
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DINÂMICO O horário de verão, já foi mais do que provado, é uma balela. Mas desta vez serviu para mostrar que sou um cara muito dinâmico. Seis horas eu abro os olhos, os dois de uma só vez: comigo é assim, não tem moleza não! Sete horas estiro a perna direita, oito horas a esquerda, nove horas desdobro o braço direito, dez horas o esquerdo, onze horas viro a cabeça para a direita, doze horas para a esquerda. E volto a dormir, que ninguém é de ferro, trabalho em excesso mata! Ufa! Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 08h19
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A VIDA QUE PEDI A DEUS Quem me dera eu tivesse o dom De me relacionar bem com pessoas Aí eu andaria com uma mulher Segurando em cada braço Uma em cada perna Uma em cada orelha Todas me beijando, feito abelha Ai, como a vida é bela! Hoje eu como a Francisca! Amanhã, a Manuela! - Adorei, meu bem Você me comer hoje E amanhã também Pois me chamo Francisca Manuela Registrada belezinha, no cartório da Capela! - Aí, que maldade Tava bom demais, Pra ser verdade! Onde as mulheres por todo lado? Lá se foi meu cardápio variado! Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 17h34
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DA PAZ Nossa Senhora da Paz travestiu-se de humano e veio ao Rio de Janeiro ver como anda a vida dos cariocas. Deixou o apto. que ocupava e saiu à rua com um carrinho de feira para fazer compras no supermercado. Mas não conseguia atravessar a rua devido ao grande fluxo de veículos. Uma senhora bondosa a orientou que procurasse um sinal e atravessasse na faixa de pedestres. Ao chegar lá esperou um bom tempo que o sinal fechasse para os carros, e quando isso aconteceu viu que diante de si havia um paredão de ônibus, carros, caminhões, vans, combes... Não havia nenhuma brecha por onde pudesse passar. Andou alguns passos para a direita, outros tantos para a esquerda, e era a mesma coisa, o paredão tava lá. Esperou o próximo sinal, e depois o próximo, e o próximo, e o próximo, até que se cansou. Voltou pra casa, armou-se de fuzil, metralhadora, faca, punhal, canivete, granada... E partiu para a guerra. Mal botou o pé na rua ouviu um “teje presa!” do policial designado para controlar o trânsito naquele sinal, mas que nunca se encontrava no lugar, pois estava sempre pelas proximidades tomando um cafezinho, comendo um pastel, uma coxinha, nas padarias ou botequins da redondeza, ou na esquina batendo um papo animado sobre as últimas do futebol. - De onde você surgiu? – Eu sou o guarda de trânsito deste sinal. – Mas você não estava aqui! – Fui fazer um xixi no boteco. – Mas que xixi mais demorado! – Não se preocupe, senhora! Pela lei a senhora está presa, mas se tiver aquele objeto que fala mais alto, a gente dá um jeitinho... – Dá pra ser mais claro sobre o que seja esse objeto? – Chama-se dinheiro vivo, senhora! - Não teve mais dúvidas, voltou correndo para o Céu. – Valha-me, Deus! Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 14h11
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DEZ JUSTOS Fiquei pensativo ao ver na TV uma cena inusitada. Uma senhora idosa, com aspecto de classe social alta, irritadíssima, esbravejando com um policial, chamando-o de incompetente e analfabeto, com o dedo em riste, porque ele não retirava de diante de seu sol, um deficiente físico que ela classificou de lixo, e estava enfeando seu mundo cor de rosa, além de ocupar parte da calçada por onde ela iria passar. Recordei-me daquela passagem bíblica encontrada em Gênesis, capítulo 18, versículos 26 a 32, que começa assim: “Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a cidade toda por amor deles”. E depois de ir baixando o número de justos, Abraão fez a última pergunta no versículo 32: “Disse ainda Abraão: Não se ire o Senhor se lhe falo somente mais esta vez: Se, porventura, houver ali dez? Respondeu o Senhor: Não a destruirei por amor dos dez.” Agora vem o motivo da minha inquietação. Será que, diante do que vemos acontecendo a nossa volta, vale a pena a pessoa se privar do luxo, e fazer alguma coisa para salvar o Planeta, o meio ambiente, o nosso semelhante que não tem onde cair morto? Eu, que não faço nada disso, admiro de verdade as pessoas que fazem. Mas fico tentado a perdoar aquela senhora, e faço a pergunta: Há dez justos nesse mundo, graças aos quais seremos salvos? Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 18h06
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PARA RECORDAR NOEL Quando eu morrer Não quero choro de velha Chorando na minha cova Só quero lindas donzelas Rodeando o meu caixão Carpideira me causa doida leseira Não vejo a mulata faceira Segurar na minha mão Mandem as velhas Chorar na baixa da égua Pois eu preciso de trégua Pra suportar essa prova De não beijar a mulata Que muito me desacata Com seu gingado e balanço Que não me dá Nem sossego nem descanso Quero que as flores Sejam Carmens e Dolores Chorando no meu caixão Para expressar seus amores Só quero lindas donzelas Enchendo toda a capela Todas morrendo de amores... Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 21h00
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SOPA DE PALAVRAS Hoje vim de paradigma Amanhã vou de sintagma Mas não me veja correndo Trabalho com muita calma Sou chutador de palavras Faço gols em sua alma Paradigma vai à frente Sintagma na retaguarda O restante toma posse De toda vaga encontrada Digo tudo e nada digo Sacio-me do que é leve Deixo o pesado contigo Esse trabalho simplório Não é prêmio nem castigo Tão pouco é curso inglório Venha e faça a sua parte Mostre sua graça, sua arte Esqueça minha paranóia Eu sou doido, mas sou jóia. Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 06h06
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SEMIOLOGIA Descobri, pela boca da escritora Ana Maria Machado, no programa Conexão Roberto Dávila, a palavra Semiologia e não posso deixar passar em branco essa descoberta. Então vou dar minha definição de Semiologia, escrever sobre Semiologia, brincar com Semiologia... Vou começar falando sobre os dois principais tipos de pessoas encontradas na arte de escrever. Uns tem o drama da página em branco, diante da qual ficam horas sem descobrir como começar. Outras são o contrário, começam com a maior facilidade, mas não sabem como terminar. Eu não sei como começar nem como terminar; logo, já, já vocês vão ficar sabendo de quanto Jota Effe Esse é capaz, inclusive que Jota Effe Esse não existe, é uma mentira que insiste em se tornar verdade. Fazer o quê? Nesse mundo há doido pra tudo! Mas o que era mesmo que eu ia escrever? Ah, já sei, era sobre Semiologia... Só que eu nada sei sobre Semiologia que possa ter aceitação. Por isso vou apresentar uma das várias definições que encontrei no dicionário. E assim vocês não ficam de mãos abanando E haja fôlego pra quem quiser ter o domínio exato do que é Semiologia!. Para Ferdinand de Saussure (1857-1913), ciência geral que tem como objeto todos os sistemas de signos (incluindo os ritos e costumes) e todos os sistemas de comunicação vigentes na sociedade, sendo a lingüística científica o seu ramo mais proeminente Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 18h04
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A MÁQUINA PERFEITA Quando Deus criou o homem, tinha a intenção de que seria uma máquina perfeita. Mas por mais que se esmerasse ela sempre apresentava algum defeito no seu funcionamento. Prova disso é que “até as princesas soltam pum”, como disse aquele escritor que agora não me lembro o nome. Isso porque várias de suas partes não estavam satisfeitas com as funções que lhes eram atribuídas, e o consenso não foi conseguido. Por exemplo, a boca e o cu entraram em disputa para ver quem ficava com a função de falar; o cu reivindicava pra si esse direito, já que ele é um órgão de saída, e a fala é uma coisa que sai do corpo, enquanto a boca, sendo um órgão de entrada, não poderia externar a fala. Mas a boca contra argumentava jurando que ela sim, é que estava mais bem preparada para a tarefa, por ficar mais perto do órgão que origina a fala, o cérebro, e o que vai recebê-la, a orelha, e assim teria maior rapidez em captar e transmitir a fala. Cansado de tanto bate boca e outros procedimentos impublicáveis, Deus bateu o martelo e disse que a boca tinha razão. Mas o cu não se conformou e até hoje continua resmungando, às vezes de forma ruidosa: Pummm! Prarrr! Blummm! - Ninguém merece! Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 13h38
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ÀS VEZES Às vezes choro lágrimas de alegria Às vezes choro lágrimas de tristeza Às vezes não choro lágrima nenhuma Nem lágrimas de crocodilo No máximo lágrimas de grilo De tão pequenas que são Ou de formigas, Diz quem gosta de intriga À s vezes sou pacato Às vezes eu desacato Às vezes sou exibido Às vezes fico escondido Chorando ou não Eu levo a vida, que Às vezes tem entrada Às vezes tem saída. Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 14h16
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METADE Metade Metade Metade Metade Oswaldo Montenegro Metade Ferreira Gullar Metade de mim se eterniza A outra metade inferniza Metade do mundo me ver A outra metade não crer Metade de mim quer sumir A outra metade quer rir Gargalhar, dançar, mentir Metade do mundo é doida A outra metade também Metade das gentes fala A outra metade se cala Metade do povo segue a lei de Deus A outra metade a lei da bala Metade de mim que ser santo A outra metade nem tanto Metade de mim quer salvar A outra metade matar Matar o quê, e por quê? Não há mais o que matar Nem para que matar Quantas metades eu tenho? Apenas a que sai à rua Porque a outra é de Lua! Jota Effe Esse.
Escrito por Jota Effe Esse às 07h50
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