O Olho - um jornal patriota e brincalhão


BLOGAEM COLETIVA

 

Convidado por Andréa Motta, do blog http://leioomundoassim.blogspot.com  para falar das atrações de minha cidade, não vou falar do Rio de Janeiro, onde vivo, e que tem belezas mil, além de uma fauna humana como não há outra no Brasil; não vou falar de João Pessoa, onde vivi mais de um ano e conheci recantos atraentes; os meandros e manguezais do rio Paraíba, que a banha, a Ponta do Seixas, onde o sol nasce primeiro; não vou falar de Araçagi, onde nasci, mesmo porque na época era só uma vila com 6 ruas: rua Grande (que de grande só tinha o nome), rua de Baixo, rua Pernambuquinho, rua Nova (que só tinha o começo), rua da Palha (com casas de barro cobertas com palha de coqueiros), e rua do Arame; sendo a penúltima a de gente mais pobre, e a última, a mais pobre em moral, na visão judaico-cristã, era a rua das putas, feita só de barracos, nas margens do veloz Araçagi; nem da briga deste com seu rival mais volumoso, o Mamanguape, nem de seu viver pacífico ao lado de seu lento auxiliar, o Tananduba com sua mansidão.

 

Vou falar de uma cidade encantada, onde passei cerca de uma semana em estado de graça, tomando minha canja quentinha todas as noites, na lanchonete em frente à praça, a uma temperatura de 17 graus em pleno final de dezembro de 2005, vendo a linda decoração intitulada Natal de Sonhos, e ouvindo as músicas natalinas, lá no interior de Pernambuco. Vou falar de Garanhuns, com o Castelo de João Capão, o relógio de flores, um belo parque de árvores e flores encantadoras, e uma praça onde se pode ler gravado em baixo-relevo, num mural de concreto o poema:

 

CANÇÃO PARA GARANHUNS

 

Resplende na terra, num vale virente,

A clara nascente do Paratagi,

E o grito da seiva que explode na serra,

Atrai o quilombo e o Cariri.

Do audaz Sertanista os passos ressoam

E alcançam o vale dos bravos Unhanhus:

Os sangues se mesclam e os campos povoam –

Então tu nasceste assim, Garanhuns.

Garanhuns,

Canta alegre a canção que tu és;

Que de paz sejas sempre o cenário,

E teus filhos, do amor os lauréis.

Canta forte a canção da nascente,

Que fecunda teus vales, teus montes;

Esta mesma canção que da gente

Jorra como as águas das fontes.

 

Do herói bandeirante tu foste pousada,

Refúgio dos negros nos teus alcantis.

Dançaste o toré e fizeste toada,

Promessas, Macumbas, Ouricuris.

Ó Bela Simoa, teus filhos conclama

E lembra teus feitos desde o alvorecer

A voz que bem alto teu nome proclama,

Exulta no hino do teu florescer.

Mauro Matos.

 

P. S. – Uma cidade que além do que foi acima narrado, tem 17 graus de temperatura em meio ao calor cincundante, e ainda tem um poema desse eternizado em praça pública, merece ou não, que pule outras pra falar dela?

 

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha.

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Frase do mês: “O Universo e a estupidez humana são infinitos. Tenho minhas dúvidas quanto ao primeiro”. Albert Einstein.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Geraldo Vandré.



Escrito por Jota Effe Esse às 05h07
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MEU JARDIM

 

Meu jardim é composto por três triângulos e um retângulo. No momento ele é habitado por três pinheiros; é neles que cantam as rolinhas e muitas outras aves, e onde chora o sabiá, vendo o sol se espreguiçando em seu morno despertar; dezesseis palmeiras do tipo areca, tem dois ipês, uma romãzeira, um pé café, algumas roseiras, vários lírios, diversos hibiscos, entre eles o hibisco-maravilha, muitas bromélias (chamo assim por não saber o nome e se parecerem com) que no mês de março à noite perfumam a sala e o quarto com um perfume delicioso, que desliza pela parede e entra pelas janelas, dois frondosos ficos e mais diversas plantas e flores que desconheço o nome. Fica num terreno inclinado uns vinte a trinta graus, que recebe frontalmente o sol da manhã do Outono, da Primavera, do Inverno, e do Verão; e se presta muito bem a ser observado por quem gosta da natureza; como eu, que estou procurando mudas de murta pra ter mais um gostoso perfume natural na época da floração.

Digo meu, porque pertence ao condomínio onde moro em meu míni-ap de quarto e sala, e costumo descer a rampa devagarinho, especialmente quando está frio, me energizando com seus fluidos.

Será que aqueles monstros de São Paulo (caso Isabella) ou aqueles da Áustria (caso do pai que manteve a filha como sua amante presa num porão por 24 anos, com a provável cumplicidade de mais alguém) teriam praticado essas barbaridades se morassem num prédio assim, onde pago apenas 35 (trinta e cinco) reais de condomínio?

O Ministério da Saúde avisa: muito dinheiro faz mal à saúde!

REFORMAR O MUNDO

 

Muitas vezes pensei em reformar o mundo. Pobre de mim, onde vou encontrar um ponto de apoio pra minha alavanca?

Outro dia, às 8 da matina, fui pegar um trem aqui na estação de Oswaldo Cruz, rumo à Central do Brasil. Logo que cheguei ao pé da escada parou um trem; ôba, vou nesse, e entrei na primeira porta que encontrei; era um geladão, mas o carro era só para mulheres, direito conquistado pelas pobrecitas pra se livrarem dos tarados que costumam se aproveitar do trem superlotado pra tirar sarro nas coitadas; triste mundo esse.

Um segurança foi logo me dizendo que não poderia ficar ali, porque aquele carro era só para mulheres; senti vontade de perguntar se ele não era homem, mas o cassetete que portava me pareceu bem rijo, recolhi o pensamento. Argumentei que já passei da idade de ser homem, agora sou um ancião, inofensivo, mas ele foi inflexível, apontava o outro vagão com o cassetete, nem se dava mais ao trabalho de falar. Algumas mulheres até pareciam dispostas a intercederem a meu favor, mas uma exceção seria perigosa, outros engraçadinhos haveriam de também querer o benefício, melhor deixar como está; lá fui eu pro outro carro.

Neste havia um grupo de uns 8 a 10 rapazes falando alto, todos ao mesmo tempo. O papo era sobre as últimas baladas, e tão animado que pensei entrar na dança, mesmo como um corpo estranho (desconheço por completo esse universo), e vender meu peixe ecológico. Mas desisti porque não se passaram nem 5 minutos do trem engolindo trilhos e eu já tinha ouvido a expressão “pegar mulher” umas 200 vezes, e “pa caralho” umas 300. Meu vocabulário é muito pobre, não dá pra competir: boca de siri! A reforma do mundo pode esperar, mesmo porque aquela turma não me parecia um bom exército pra me dar cobertura nessa luta ingrata: há muito tempo tenho notado que grande parte das pessoas não crê que haverá amanhã, é preciso aproveitar ao máximo tudo que puderem, consumir é a ordem do dia.

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha.

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Frase do mês: “O Universo e a estupidez humana são infinitos. Tenho minhas dúvidas quanto ao primeiro”. Albert Einstein.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “Morrer, se for preciso, matar, nunca.”. Marechal Rondon (nos contatos com os índios).

 

CONVITE

Venho convidar todos os amigos para a blogagem coletiva proposta por Andréa Motta agora no dia 16/05/08, em seu blog http://leioomundoassim.blogspot.com, sobre a cidade em que você mora ou aquela onde nasceu ou qualquer cidade que conheça, e assim vamos conhecer melhor nosso Brasil.

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 04h34
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MANHÃ DE OUTONO

 

Na manhã morna de outono

Ouço o piar de um pássaro.

Apuro minha razão,

Não é desse lugar.

Perdeu-se em seu vôo,

Parou aqui pra meditar.

Ou seria o miar de um gatinho

Chamando sua mamã?

Não consigo desvendar.

Fico com o passarinho,

Que logo se reanima

E volta pro seu habitat,

Pra novamente cantar.

Desci pra ver o sol

Banhando as árvores,

Plantas e flores.

Quatro gatos bordavam

Meu jardim:

Três pretos e um branco,

Com malhas pretas,

Olhavam pra mim.

Estáticos,

A poucos metros,

Um do outro,

Sentados na grama,

Como vasos

Esperando flores.

Tenho eu cara de florista?

Não sei.

Pergunto aos gatos.

Talvez eles saibam.

 

SOU MISTÉRIO

 

Sou filho do sol

E da lua

Passo o dia florescendo

A noite passo na rua

Quem quiser me encontrar

Estou em qualquer esquina

Mas só me vê quem é cego

Quem tem sintonia fina

Quem não vê a luz do mundo

Quem peneira os sons do vento

Na peneira do olhar

Quem abre as portas do nada

E de lá vem nos mostrar

Os sonhos da caminhada

Quem sente o gosto do cheiro

De um gostoso mungunzá

Feito com o xerém de vento

Que na peneira ficou.

Eu tenho fome de amor!

Quem a mim vem consolar?

Que seja fêmea

Não me apetece macho

Só fêmeas me dão prazer

Ainda que sejam tortas

Ossos duros de roer.

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha.

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Frase do mês: “O Universo e a estupidez humana são infinitos. Tenho minhas dúvidas quanto ao primeiro”. Albert Einstein.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “A natureza tem perfeições para demonstrar que é a imagem de Deus, e imperfeições para provar que é só uma imagem”. Blaise Pascal.

 



Escrito por Jota Effe Esse às 03h53
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DIAS DE CÃO

        

Tem dias em que acordo

Com muita desesperança

Achando o mundo feio

E desejos de vingança

Mas vingar quem

Como, onde e quando,

O gajo que no momento

Tem a posição de mando

E não faz o que podia

Pra ajudar o povo triste

Por saber que a vida é bela

Mas a morte é quem persiste

Em fazer a festa a grosso

Com o Diabo batendo palmas

E até Deus em alvoroço!

FOI ASSIM

    (que acordei hoje)

        

Lembrei mil novecentos e dezoito

Quando na visão do mundo

O olho crítico era outro

Hitler não tinha chegado

Mussolini era um garoto

Hiroito seria um deus

Adorado pelos seus

A bomba atômica era sonho

De um cientista escroto

Dava pra sonhar azul

Com o paraíso eclodindo

Sob o Cruzeiro do Sul:

Bandeira ensaiava cantos

Quintana chovia graças

Com toda simplicidade

Cecília bordava um manto

E botava o pai-de-santo

Na dança de Sharazade

Um novo mundo renascia

Depois de acabado o pranto.

 

A propósito, condenamos tanto o Hitler, e nada faremos ao seu fiel seguidor, o sanguinário George Walker Bush? Cadê o tribunal de Haia, que não o julga e condena pelo genocídio iraquiano, já que a ONU é uma piada?

 

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha.

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Frase do mês: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”. Goethe.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “Só quem sonha o azul do vôo sabe o seu poder de pássaro”. Thiago de Mello.

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 04h52
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VOLTA, AMIGO!

 

Meu trem fugiu pra Bolívia.

Disse:

Que aqui não fica não

Porque nós só temos olhos

Para carros, e avião.

Deixando que ele durma

Qual velhaco manganão.

O que ele quer é correr

Varando as pradarias

Comendo léguas e léguas

Seja de noite ou de dia

Levando gato e cachorro

Por charcos ou capoeira

Quer tirar fogo dos trilhos

Quando desce a ladeira

Como se fosse um trovão.

Penetrar a mata virgem

Se espalhar pelo Brasil

Transpondo rios e serras

Saindo desde antes do Jaru (RO)

E passando por Viamão (RS)

 

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha.

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Frase do mês: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”. Goethe.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “Cobra que não anda não come sapo". Ditado popular.

 



Escrito por Jota Effe Esse às 04h16
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FILOSOFANDO

 

Filósofos ajudam o homem

Formigas ajudam mais

Aqueles dão muitas voltas

Estas não fazem rodeios

Comem logo seu açúcar

Que o deixaria mais feio

Com olheiras e cartucheiras

E barriga de mulher grávida

Sem coragem de subir

Dormem no pé da escada

Sem ver as deusas dançando

Lá no alto da chapada

Cá embaixo eles sonham

O sonho de emagrecer:

Ó vida marvada!

 

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

O automóvel transporta menos e mata mais. O trem transporta mais e mata menos. Ponha a consciência na balança e faça sua escolha.

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Frase do mês: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”. Goethe.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “Pensa em grande e os teus feitos crescerão, pensa em pequeno e irás depressa ao chão”. Bastos Tigre.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 05h03
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MENINAS-MOÇAS

Por quem choram as meninas?

Choram pelo amor que não tiveram

Ainda

Choram pelo amor que já tiveram

E não mais têm

Sem saber aonde

E nem por quê

Perderam

Choram por ter e por não ter

Choram por qualquer coisa

E, no entanto,

São belas

Por serem simples, ingênuas, inocentes...

         MIL PERGUNTAS ANGUSTIANTES

Que tipo de gente é esse que pratica crimes como o da menina de 5 anos que foi jogada do sexto andar (pelo pai?) em S.P; ? Que tipo é aquele que (por divertimento?) aplicou a marca de ferrar gado num menino? Que prefeito é esse que deixa o Rio de Janeiro em desespero com a ameça de morte pela dengue e vai pra Salvador rezar pro Senhor do Bom Fim mandar os mosquitos pro mar? E o que dizer dos deputados estaduais do Rio, que empregavam pessoas na Assembéia (sem que estas soubessem), para ficar com seus salários e benefícios? Vocês conseguem dormir num mundo onde vivem essas pessoas? Eu não consigo, por isso estou aqui escrevendo essas mil perguntas. Mas não vou continuar por falta de espaço.

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

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Frase do mês: “Quando o ser humano aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal, seja vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante". Albert Schweitzer.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “Mais alto sobe aquele que ajuda o outro a subir". George Adams.

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 02h57
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MENINA DE ANTONINA

 

A menina de Antonina

Não tinha mais que dez anos.

Menina moça e mulher

Tudo num anjinho só:

A menina de Antonina.

Beleza charme e encanto

Naquela menina linda

E ela sorriu para mim

Num dia de São José

Num dezenove de março

Não de um ano qualquer

Foi no de dois mil e oito.

Ao passar por Antonina

Do ônibus eu avistei

A dez metros, talvez oito...

A menina de Antonina.

Somente a vi de passagem

Mas fincou-me sua imagem

Num dia de São José

A menina de Antonina.

E ela sorriu para mim!

E que sorriso alegria!!

Meu Deus, eu ganhei o dia!!!

 

MODO DE SER

 

Juca Belo se empenhava

Em mostrar seu lado feio

Seu lado cândido escondia.

Só na calada da noite

Praticava a caridade

E as baixezas, ao meio dia.

Se alguém o chamava diabo

Simplesmente ele sorria.

 

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

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Frase do mês: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”. Goethe.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “O desejo, como a esperança, são dois ventos necessários a viagem da vida”.

 

 

                                            

 

 

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 05h53
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POUSO DO GUARÁ

Fui conhecer o PUSO DO GUARÁ (é isso que significa GUARAQUEÇABA, cidade que fica lá no fundo da baía de Paranaguá). E foram tantas as coisas que prenderem minha atenção por esses dias, seja em Guraqueçaba, Morretes, Paranaguá (que significa Grande Mar Redondo), Antonina e Curitiba, que não tive tempo pra entrar na Internet e responder aos comentários do último post. Agradeço a todos pelos mesmos.

Escrito por Jota Effe Esse às 04h15
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FALAR e FAZER

 

Entre o falar e o fazer há uma distância maior que daqui pra Lua. Assim é que, do dia três ao dia oito de março de 2008 a TV Globo promoveu uma campanha para colher votos em uma urna eletrônica instalada cada dia num bairro carioca, a começar pelo calçadão de Bangu e findar no calçadão da Avenida Atlântica em Copacabana, onde a população podia optar pela Conservação da natureza, Combate à dengue, Manter a cidade limpa, Respeito aos outros, Seguir as leis de trânsito, Preservar o patrimônio público.

Escolhi a sexta-feira para votar na CONSERVAÇÃO DA NATUREZA no calçadão de Madureira, onde a própria emissora informou que estaria a partir das dez horas. Depois de fazer outras coisas, faltando dez minutos para a hora marcada já estava eu no local aguardando o momento de efetivar minha opção, mas a TV Globo não chegou na hora estabelecida. Dez horas e trinta minutos fui embora sem que ela aparecesse. Como se vê ela fala uma coisa e faz outra, desrespeitando seus telespectadores e contradizendo o que prega.

SALMO 23

 

“O Senhor é meu pastor

Nada me faltará”.

Se na verdade é assim

Por que não comemorar

Com bom vinho pão e queijo

Do leite da cabra preta

Que é da raça angorá?

Tem gordura de montão

Mas quem vai se importar?

Desse queijo sou freguês

E evito as cartucheiras

Com o salmo vinte e três!

Por que não mandar às favas

As beatas de plantão?

Venham a mim só as cachorras,

Latindo em cio ao seu cão!

MAIS UM POUCO DE NARRATIVA

 

A Loba falou que deixou de ver muitas coisas no seu caminhar. Não é diferente comigo; se não deixo de ver, deixo de narrar, como no caso do gato, que calmamente seguia seu roteiro sem se incomodar com as agressões verbais, verbais não, caninas, que lhe dirigiam os cachorros de trás das grades dos portões de suas casas, digo casas de seus donos. Aquele gato não parecia de raça, mas era muito raçudo; não é qualquer vira lata que lhe tira a tranqüilidade, e mesmo se fosse um buldogue, com suas mandíbulas de leão, para que serve o pulo do gato? Havia até um que latia lá do segundo andar, mas nada disso lhe tirava a elegância no caminhar; parece que seu código genético lhe dá a certeza de que cachorro não voa.

Na feira, então, o que deixei de narrar nem é bom imaginar! Como aquele atum com olho de peixe morto me acompanhando enquanto passava por sua barraca, digo barraca de seu dono. Ele me passou a impressão de querer mudar de dono, mas fingi não entender e segui na busca de alimentos sadios, (coisinha difícil nesse mundo dos agrotóxicos e outros venenos a nos espreitar) mesmo com o barraqueiro dizendo que eu ia estar comendo um produto de primeira, ao que lhe respondi que preferia comer, em vez de estar comendo.  Não sei se ele entendeu... E chega, que essa história não tem fim. Se continuo será um infindável desfile de berinjelas, batatas, beterrabas... Todas querendo seu minuto de glória.

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

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Frase do mês: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”. Goethe.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “A amizade é uma semente resistente que brota e floresce nos corações”. Cristina Beloni.

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 03h03
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       NARRATIVA

(ainda inspirado nos escritos da Loba)

 

No domingo passado me dispus a narrar pelo menos um milésimo do que veria, ouviria, sentiria em minha caminhada matinal dominical, que não é só caminhada, mas ida simultânea ao supermercado e feira livre, a cerca de dois quilômetros de onde moro; e saí às 7:20.

Logo que saio do portão na Pinto Gomes entro na Doutor Teodomiro, que tem só 50 metros de extensão, e encontro com um garoto vizinho trazendo seu saco de pão para o café da manhã, que me chamou de Vovô Noel (estou deixando a barba crescer para servir de protetor solar, visto que os produtos industrializados me causam alergia respiratória). Em seguida um gato malhado de branco e preto, com pelagem bem cuidada, atravessa a rua calmamente como que em caminhada meditativa; para não cortar seu barato passo por trás dele, atravesso a Cataguazes, entro na Nascimento Gurgel, onde na primeira esquina uma mulher com seu saco de pão para o café da manhã, já de longe chama por Evan, seu cachorro, para que ele saísse pelo portão aberto e viesse ao seu encontro (esse Evan me lembrou Evo Morales). Em outras caminhadas eu a vi dando ordens ao seu fiel amigo. Mais na frente um homem varria sua calçada, e outro um pedaço desta mesma rua. Como eu não faço quase nada pra ninguém e por isso não posso reclamar de quem não faz, pelo menos posso elogiar os que fazem, e é isso que quero dizer ao expor o que vi ali. Ou será que eles estão apenas se sentindo pressionados pelo Dia Internacional da Mulher e só por isso resolveram dar uma mãozinha? Seja como for fica registrado. Mais adiante uma rolinha bicava algo sobre um monte de terra, enquanto outras juntamente com pardais faziam o mesmo na outra calçada. Aquilo era o café da manhã delas, penso eu. Outro homem varrendo um pedaço da rua. Pelo visto acaba de nascer na Nascimento Gurgel um novo homem.

No largo da Fontinha atravesso a Henrique de Melo, sigo pela Estrada da Fontinha, faço uma manobra na segunda esquina à direita, atravesso a Sapopemba, entro na Caracas, onde lá pela sua metade, no meio fio esquerdo, uma fogueira queimava lixo. Passei pela calçada direita, mas outra vez, não sei porque, me lembrei de Hugo Chaves; será que fogueira tem parentesco com Chaves, ou foi só uma associação com o nome Caracas?

Daí em diante praticamente não prestei mais atenção a nada, a não ser à grande quantidade de cachorros soltos nas ruas, além de um bom número nas casas, bem mais do que se possa imaginar. E que cerca de 40% das pessoas que encontrava portavam um saco de pão para o café da manhã. Parece que só eu tomo café antes das seis. Não prestava atenção, mas ouvia cantos de pássaros, latidos de cachorros, vozes humanas, ruídos de carros...

Depois do supermercado, feira, de onde sai às 8:50, sem disposição de prestar atenção em coisa alguma, exceto naquilo que me incomodasse. Encontrei logo na primeira rua um garoto com seus 12 anos com um carrinho atravessado na calçada enquanto esperava pela mãe que entrou numa loja. Impedido pelo carrinho de passar pela calçada, parei e fiquei olhando a cara do moleque, certo de que com aquela idade ele já teria condições de perceber o que eu queria, mesmo sem lhe dizer uma só palavra, já que vinha com uma bolsa de supermercado em cada mão e parei por causa dele, mas ele não se deu por achado; calma e cautelosamente, como quem pisa no desconhecido, afastei o carrinho com o pé e passei calado, como calado ele permaneceu.

Já no largo da Fontinha iniciei a travessia da Henrique de Melo sem que viesse carro da esquerda ou da direita, mas, saído não sei de onde, como verdadeiro dono do mundo, passou pela minha frente um, sem que seu condutor tivesse a menor preocupação em me deixar exposto ao perigo de estar no meio da rua, e logo em seguida parou sobre a calçada por onde eu passaria na Nascimento Gurgel, e dele desceu aquele que mais parecia o Senhor dos Senhores, para caminhar vagarosamente até à esquina, como quem não tem nada para fazer. O fato de não ter diminuído a marcha para que eu acabasse de atravessar a rua não significa nada para esse dono do mundo.

Segui meu caminho pensando no quão difícil nos é sentir as necessidades dos outros. Cheguei em casa às 9:30, fiz o meu costumeiro suco vitaminado, energizado, tonificado, bebi e vim escrever essa narrativa que não representa nem um bilionésimo do que vi, ouvi, senti; a cada olhar descortinava-se um mundo sem fim a ser descrito, como a frondosa mangueira que vi ocupando quase todo um terreno, e que exibia uma ferida lateral (uma fogueira lhe queimou cerca de dez por cento das folhas e ramos), naturalmente acesa por um desses seres que se dizem racionais (um desses que dirigem carros de forma irresponsável, coloca-os sobre as calçadas, andam na contramão, avançam sinais, excedem a velocidade permitida, certos de que nada de errado estão fazendo), e eu sem palavras pra retratar pra vocês tudo que vi, ouvi, senti.

ACORDA, MULHER,

CAI NA REAL!

 

Laura tinha pés grandes, boca grande, e bunda pequena. E achava que por isso não arranjava namorado. Mas perguntava:

- Desde quando bunda grande põe mesa?

 - A resposta é desde nunca!

No entanto, as mulheres esquecem que “beleza é fundamental”, e não é beleza cosmética não, é beleza natural mesmo! Elas não querem ser admiradas pelo seu brilho mental, intelectual, manufatureiro, pau pra toda obra, fôlego de sete gatos, formiga e cigarra ao mesmo tempo... Querem ser paparicadas face ao seu perfil físico, sua silhueta, em fim, sua beleza.

Que beleza? Pensam que beleza é como erva daninha, que dá em qualquer lugar? Esse dom pertence a poucas. E sem beleza fica impossível aquela admiração que deslumbra e embriaga; só a beleza natural provoca essa loucura nos homens.

Pensando melhor devo dizer

Que me perdoe o poetinha

Mas beleza não é fundamental

Fundamental é ser cabeça feita

Não ser maria vai com as outras

Saber em que galho vai pousar

E não seguir como doida potra.

A beleza é como a aurora

Que agora é muito linda

Mas em pouco já se foi

Bateu asas foi embora!

 

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

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Frase do mês: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”. Goethe.

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Frase de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “Quando se extingue uma tribo desaparece um patrimônio histórico, cultural e ambiental da humanidade”. Washington Novais.

 



Escrito por Jota Effe Esse às 03h42
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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

(só pra não dizer que não falei de mulher no seu dia, e para não cair na banalidade de um assunto tão sério):

 

Neste dia, depois de sonhos

De cansaços e de olheiras

Procura-se uma Jardineira.

Pode ser assim

Já bem passada

Com cheiro de flor morta,

Não importa

O que importa

É que não tenha vida torta.

Que cuide bem

De meu jardim

De minha casa

E minha horta.

Que traga mimos

Ao meu coração

E à minha aorta.

Que em meu retorno

Me espere com seu beijo

Antes que traspasse a porta.

Porque aí seria tarde

Eu já poderia cair morto

Sem aviso e sem alarde.

É dela que espero o renascer

Bem antes que seja tarde.

De vida torta basta eu

Que ando ao léu

E por onde?

Sabe Deus!

 

POLÍTICA INTERNACIONAL

 (O Olho mostrando serviço)

 

McCain, alguém sabe quem?

Encontrei Bebê Obama

No buraco do Osama

Discreto a confabular:

Se eleito, cê tá livre!

Voltará a circular, e detonar

Não a nós, mas os de lá!

De preferência os russos

A girl Hillary no banheiro

Gostoso pó a cheirar

De arroz? Sabe-se lá!

Não veio de Bogotá?

Com essa gente a governar

A humanidade vai se efe

E por fim vai se lascar!

Se você torce por um deles, meu irmão,

Não se encrespe, não me leve a sério,

Eu sou apenas um BB (Bebê Brincalhão)!

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

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Frase do mês: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”. Goethe.

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Frese de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez: “A liberdade é o espaço de que a felicidade precisa”. Alain

 



Escrito por Jota Effe Esse às 13h40
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LITERATURA

     (inspirado por Loba)

 

Escrever por escrever

Falar abobrinhas

Sem nada dizer

Só mesuras,

Pra inglês ver.

Literatura?

Na próxima encarnação

Politicamente

Eu prometo!

Agora não

Tenho mais o que fazer

Não vou perder tempo

Com o que ninguém lê.

ESTOU EM OUTRA

 

Por quem me tomas?

Eu não te tomo

Nem te bebo

Nem te como!

Se fosses fêmea

Com boa fenda

Onde eu me meteria

Bem diferente

Essa conversa seria.

Mas se és macho

Passo ao largo

Não te dou papo

E nem te afago.

Há coisa melhor pra ver.

Só te respeito, por princípio,

Não expresso bem querer.

Aqui junto ao meu peito

Só quero as tetas de quem é

O motor de meu viver.

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Sei que sozinho não consigo convencer a humanidade louca de que o automóvel é um instrumento assassino sob mil e um aspectos, e que o trem (de boa qualidade) é um excelente meio de transporte. Mas, como o beija-flor do Betinho, faço a minha parte. E você, faz o que pra melhorar a qualidade de vida no planeta Terra?

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Frase do mês: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”. Goethe.

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Frese de sempre: “As árvores são poemas que a Terra escreve para o Céu”. Kahlil Gibran.

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Frase da vez (lembrando o Dia Internacional da Mulher): “Os trajes femininos são um meio termo entre o confessado desejo da mulher de vestir-se e o inconfessado desejo de despir-se”. Lin Yutang.

 

 



Escrito por Jota Effe Esse às 02h54
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DESPREZO

 

Por que vocês não vão todas pra puta que as pariu, folhas de papel em branco, em vez de ficarem aí esperando ser possuídas por meu pênis, digo pencil, digo lápis? Eu não quero mais nada com vocês, agora amo as teclas de meu teclado, que é meu moderno harém, acoplado ao oásis de meu computador. É nelas que descarrego minhas tensões, transformo em prazer meu tesão, planto meus sonhos, despejo minhas loucuras! E saio cantando “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar...”.

-- Será que você tem orgasmos com elas? – Não, não chego a tanto. Mas com vocês também não; era um relacionamento bem insosso, cansativo, que freqüentemente me levava à desilusão.

Esperem um pouco, vou desligar a TV, não agüento mais ficar ouvindo aquela chata propaganda não sei de quê, onde um pirralho grita: Mãe, acabei!

JÁ NÃO É

 

A poesia medieval de Pessoa

Reverbera ainda agora

Como outrora

Sem se importar

Se é poente ou aurora

Mas meu coração

Já não canta como antes

Já não é aquele amante

Que traz flores

Como sempre fazia